Sonhos 3, 4 e 5

16/08/2015, domingo

Sonho 3 (há quase 2 anos)

Um quarto com várias camas. Ele me pede pra sair da dele e eu vou pra outra, e logo um cara* (?) vem conversar comigo. Mas eu não queria nada com ele. Observo de longe uma menina chegar na cama dele. Ela é bonita, pequena, magra, tem um corpo bonito, e tem cabelos longos, lisos e vermelhos*. Está vestindo uma camisola preta. Eles começam a se beijar e se deitam sob as cobertas.

Naquele dia eu estava lá; era um domingo, acho. Acordei por volta das 6, e não consegui dormir mais — na verdade não quis, pois o medo foi de voltar pro sonho. Levantei, fui comer, sentei na sua poltrona e tentei ler (um livro que até hoje está inacabado haha; acho que meu subconsciente já sabia que, pelo jeito, essa realmente não será minha profissão). Estava quase caindo no sono, mas não queria mais me deitar. Ele acordou e acho que viu meus pés balançando no braço da cadeira; perguntou se estava tudo bem, e eu menti disse que sim.

* Aparentemente ele já tinha feito isso antes (na vida “real”), e eu não notei. Foi ele quem me avisou.

** Acho que o sonho aconteceu bem antes, quando as coisas começaram a ruir; talvez até tenha sido esse sonho um marco inicial. Mas enfim: um dia após o Natal, fios de cabelo vermelho na cama (que eu sei bem que nem eram do mesmo tom dos cabelos da guria do sonho, mas vai que há algo como “coincidência”?!) e uma briga; será que é impossível entender os motivos para a dor dx outrx? Existem limites?

Sonho 4 (este ano?)

Estou no meu banheiro. Sinto alguém me abraçar por trás; as mãos envolvem a minha cintura, me apertam, e a cabeça se encaixa no meu ombro*. Me sinto tão bem!, e me lembro que quase pude sentir o toque fisicamente. Ele me fala algo como “eu (ainda) te amo”. Talvez tenha falado também “mas eu tenho que ir”. Já naquele abraço aquilo tudo me cortou o coração. Aliás: já naquele sonho (que eu sabia ser um sonho, porque já tinha noção de que era impossível demais) aquilo tudo me cortou o coração.

* 08 de dezembro de 2013, domingo de noite, após a pior peça de teatro deste universo, arrumando meu cabelo no espelho do guarda-roupa: ele me abraça e fica nos olhando no espelho, e, depois de falar que o meu cabelo cheirava bem (é, acho que foi nesse dia), fala que de fato (como tinham dito minhas amigas) nós combinamos (combinávamos). 

Sonho 5 (15/08, nesta última noite*)

Estou em um prédio movimentado; é lá que eu moro, em um apartamento com mais pessoas. Já no saguão vejo que, por um motivo absurdo (que não vem ao caso) estou com calçados péssimos para andar (e eu teria que andar muito), então resolvo voltar para trocar, mas, ao entrar no elevador, não lembro do andar.

Aperto um que eu achava ser o certo e as portas se abrem (diretamente) no apartamento deles (?!). E lá estão os três e mais alguns amigos. Ele fica feliz em me ver, acena, e uma delas também, com o seu sorriso característico. A outra delas (“A” haha) está deitada no chão, e dá um sorriso amarelo ao me ver — mas não era ela; era a outra menina, que eu já vi tantas vezes no Facebook e vi quarta passada no “maldito” programa**. Enfim… Eles se levantam, me cumprimentam, e parecem sinceramente felizes com a minha presença, mas eu só consigo pensar em descobrir um jeito de sair de lá, daquela situação. Explico o que tinha que fazer (?), mas eles vão me acompanhando. Escuto ele dizendo, em tom bem-humorado, algo como “gosto muito dela mas NÃO. TEM. COMO. DAR. CERTO. hahahahha”.***

* Já sei por que: ontem fui assistir uma apresentação em uma rua próxima e tive que deixar o carro no mesmo lugar “de sempre”. Nem sei se continuam lá; dessa vez isso não me deixou inquieta, não me fez suar frio, e nem cutucou aquelas borboletas na barriga (como acontecia até algum tempo atrás). Mas gerou algum desconforto.

** Por que mesmo que eu assisti aquilo? E por que mesmo quero continuar assistindo?! Será que é uma tentativa desesperada de curar algumas feridas? Até sei o motivo da “confusão”: na minha cabeça elas são parecidas. E eu sei que elas não são REALMENTE parecidas, mas é que elas têm muitos traços em comum, tipo a altura, o porte físico, a cor dos cabelos e o fato de terem olhos claros. Acho que ele (se é que não a conhece de fato) gostaria dela também.

*** HAHA ¬¬’. (O maldito “haha” virou uma espécie de praga automática incontrolável, que eu não consigo evitar, a menos que me policie muito. Ele atenua até as falas mais tensas — mas será que eu deveria mesmo tentar atenuar certas situações?!)

 *   *   * 

Vez ou outra certas memórias voltam (ou certos sonhos acontecem), e eu não posso evitar que façam alguns estragos.

Não sei se vou ficar “BEM” (sim, em maiúsculas), mas, hoje em dia, já estou muito melhor. De fato. 

Ainda que em alguns momentos (como agora, mas por motivos beeeem diversos) eu sinta que sou um poço de raiva (não “ódio”; “raiva”). Sinto que eu tenho um buraco negro aqui dentro, que de tempos em tempos faz desaparecer as coisas boas e fermenta essa raiva (que vai se acumulando). É isso que, as vezes, me cega e me deixa a ponto de explodir.

Talvez isso seja necessário também: me permitir sentir raiva e mágoa, pra não mais guardar — ou pra guardar só aquelas coisas boas.

A saudade é o tipo de coisa que se guarda e que não morre, assim como certos sentimentos — tal qual a admiração e o amor (estes estão bem vivos, sim, senhor).

Acho (espero?) que ainda vai levar um tempo até acontecer um outro sonho como esses. 

Já as memórias voltam bem mais (ainda que hoje em menor frequência); tô lidando relativamente bem com elas.

Mas hoje eu queria um abraço; hoje tá difícil.

(no parque hoje uma menina passou com uma camiseta que dizia “you make me happy when skies are gray”; não lembrei de imediato, mas comecei a cantarolar o trecho e logo me veio. Foi um outro que me mandou essa música uma vez, mas acho que por causa disso tudo mais uma vez foi de você que eu lembrei. Os próximos cem metros foram pensando nisso e em você.

“…please don’t take my sunshine away”)