Minha revolução/ Mi revolución

 

“Hoje, a luta que enfrento é me aceitar
Hoje, o veneno encontrou seu remédio
Hoje, eu peço perdão se eu machuquei meu coração
Hoje, não quero o que me faz mal
O escuro do jogo

(…)”

“(…) Esa es mi revolución
Llenar de amor mi sangre
y si reviento
Que se esparza en el viento
El amor que llevo adentro

(…)”

 

Que eu lute essa luta — e ganhe sempre.

 

The revolution will not be televised

 

Noite de 22 de novembro.

 

5 minutos.

Lugar certo, na hora errada…?

“Vai bater em mulher? Vai bater em mulher?!”

“Vou! Vou bater em mulher!!!”

Poderia ter sido eu; eu também estava no caminho. Poderia ter sido a minha irmã, a professora, a outra menina… Mas foi ela.

Fomos todas nós.

Ele não bateu nela, mas, de alguma forma, ela foi bastante agredida.

E nós todas também.

Eles nos agrediram; a nós todos. Também.

Isso tudo ainda me angustia muito, e eu não sei se vai passar. As noites tem sido mais mal dormidas que o “comum”.

 

A vida é mesmo feita de momentos. E esse vai ficar gravado na nossa memória, pra sempre.

Eu não vou esquecer — e nem quero.

(Firme!)