Sonho 9 — A viagem para a praia

Madrugada de 04 para 05/09/17:

 

Estamos deitados, de frente um para o outro. Nos olhamos e fazemos carinho no rosto um do outro — sem o “””clima de guerra””” que eu poderia esperar.

Ele fala algo sobre ficarmos juntos… talvez? Não consigo lembrar.

Eu levanto na cama, e olho pela janela, que estava logo acima. Lá fora vejo o mar bastante verde, e muitas palmeiras. O dia é intensamente ensolarado, e no céu azul não há nenhuma nuvem. Imagino que o vento que movia as folhas das árvores devia estar aliviando um pouco o calor.

Fico irritada, e lhe digo que ele poderia ter tido tudo aquilo — COMIGO. Que aquele era literalmente o (ou melhor, praticamente o único) plano.

Ele fica contrariado…

 

 

[Fico “satisfeita”; pelo menos dessa vez o meu consciente e o meu sub/inconsciente (?) parecem estar em sintonia

 

“(…) She’s still here fighting… better know there’s life in her yet (…)” ]

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18 de maio de 2017, antes das 6am 

 

Ontem foi dia 17. E eu me lembrei. 

Eu lembro de “tudo”; não ia lembrar disso?! Antes mesmo da meia noite de ontem isso já povoava minha cabeça.

Hoje acordei e não tive nenhum daqueles sonhos. Talvez eu não devesse cantar tão cedo, mas não deixa de ser uma pequena “””vitória”””.

Mas os “temores” ainda são bem reais, e as marcas vermelhas no meu nariz são inegáveis; somatização é mesmo um negócio fabuloso. Definitivamente deveria ser estudado.

Oh, wait…

Entre sonhos ruins e saudades, acho que ainda prefiro a segunda; acho que consigo me esquivar melhor dos jabs e diretos dela, do que das chaves asfixiantes da primeira.

Ainda assim, humildemente reconheço o potencial destrutivo de ambas; mesmo seus mecanismos não são lá tão diferentes.

A saudade é mais silenciosa e nos enlaça aos poucos em sua própria chave.

De qualquer forma, e sendo bem otimista, as duas me” inspiram”.

Mas acordei hoje com aquela música na cabeça.

E, há alguns minutos, logo após sair do banho, me lembrei: a maldita “mandinga” da porta, haha. É, ela não funciona.

 

PS: Não foi muito depois que soube da morte do Chris Cornell. Quão “bobo” é dizer que isso me deixou profundamente chateada?!

Fiquei triste mesmo, em níveis pouco óbvios de se expressar. 

“(…) Don’t lose any sleep tonight

I’m sure everything will end up alright

You may win or lose

But to be yourself is all that you can do…”

 

 

“I’m my own worst enemy”

 

“I’m my own worst enemy”…

 

Ontem tive um insight poderoso, que caiu sobre mim como uma pedra gigantesca.

Fiquei meio atarantada, e até sentindo um peso sobre o peito.

Eu posso ser a minha maior glória — mas posso também ser minha maior inimiga.

Eu realmente quero continuar evoluindo, buscando ser uma versão cada vez melhor de mim mesma. Mas temo acabar me autossabotando, e fazendo mal para mim e para as pessoas ao meu redor (principalmente as de quem gosto).

Mas eu sei que sou limitada e (muito) falível… 

Que os deuses daqueles que creem me protejam de mim mesma.

Eu estou com medo, mas estou relativamente feliz — e pretendo continuar assim.

É risível, mas acho que, a partir de hoje, vou me propor uma resolução de ano novo atrasada. Pensei em um mantra, pra repetir a mim mesma diariamente:

 

Que hoje eu possa ser uma pessoa melhor, para mim e para os outros.

Não é nem perto de ser o bastante, mas talvez seja um começo.

 

 

Nós somos reféns daquilo que sabemos dos outros — sejam omissões, mentiras ou verdades.

* * *

Tinha planejado postar algo hoje.

Seria uma foto de uma página de um livro; não é um excerto belo — pelo menos não na concepção comum de ‘belo’. Mas é significativo. Fala do que é o gesto na aproximação de duas pessoas.

Foi também hoje que recebi uma carta de uma moça pra quem escrevi (vejam só, há mais ou menos um ano e meio), falando de como está, e que conseguiu se libertar de um relacionamento abusivo (e agora isso tudo chega a ser “irônico”, como uma típica piada de mau gosto — dessas que a vida adora nos contar de tempos em tempos).

Mas, afinal, as horas passaram, e os sentimentos e o timing também…

… porque hoje eu descobri algo que é um ponto sem volta.

Há dois anos o conheci, em certa circunstância. Quando ela passou, ainda que com mil ressalvas, acabei decidindo lhe dar uma “chance”.

Passamos uma noite juntos no começo de outubro, e foi awkward, desajeitado, mas não necessariamente ruim. Em um momento ele insistiu em fazer algo que eu não queria, mas, frente às minhas negativas, acabou desistindo. Ainda assim, não rolou um climão.

O depois foi cheio de pontos pra processar, mas aquela noite não se repetiu, por N motivos (existentes ou auto-impostos). E eu me arrependi disso — até então (?!).

Antes tarde do que nunca, suponho. Mas… como…?!

……..

Há um ano, aproximadamente, postei aqui uma imagem de um filme, que tem, na minha opinião, uma fala muito emblemática:

“We accept the love we think we deserve”.

Talvez eu já conhecesse essa fala, do livro ou do filme; não lembro.

No entanto, por mais que não, já naquela época, eu pensava em coisas assim. Inclusive, um dos motivos pra me afastar foi por achar que eu precisava me proteger, e acreditar que eu merecia mais.

E eu não sei se mereço; talvez não. Possivelmente não — porque, infelizmente, não existe essa coisa de “merecer”.

Mas, ainda assim, às vezes eu gosto de acreditar que sim.

E, de um jeito ou de outro, nem assim eu pareço me ajudar.

Ainda vai demorar um bom tempo pra digerir isso.

Damn…

E descobrir isso agora, na minha atual conjuntura, de certa forma é pior ainda.

(Eu nem sei exatamente como estou me sentindo agora… em algum lugar entre triste, confusa e cansada, provavelmente.)

Sonho 8 – “A oficina da estiagem”

Não sei como começou, ou não me recordo: sonhos têm dessas. Foi tudo em fast forward, feliz ou infelizmente.

Um novo contato nos levou a uma reaproximação.

Passamos uma noite juntos, mas acho que não conversamos realmente; pelo menos não sobre o que ou como deveríamos. “Amenidades”.

Ainda que essa parte tenha sido (infelizmente) muito rápida no sonho, e que eu não me lembre de detalhes, sinto que foi bom e intenso — como sempre.

As conversas posteriores, pra variar, é que foram defeituosas, precárias, incompletas — ingredientes essenciais para mais um fracasso inevitável.

E assim foi: por algum motivo, uma das conversas azedou rápido demais (nada incomum até aí), e ele se sentiu “””injustiçado””” (por falta de palavra melhor para descrever). Foi então que notei que ele tinha algum controle sobre “mim” (e não (só) metafórica ou figurativamente).

Era uma espécie de acesso remoto, que eu acompanho em tempo real enquanto estou sentada ao computador. Eu posso ver a seleção de trechos, o corta-cola-escreve-reescreve ocorrendo sem que eu possa fazer nada.

De repente, aparece na tela uma animação de um local desértico, de céu azul brilhante e brisa surpreendentemente leve e amena; em segundos, tudo se torna cinza, o vento lufa furiosamente, e se forma uma tempestade de raios.

Vingança. Não sei por que, ou do que.

Com aquela seleção parcial, ele constroi e resconstroi mais uma colcha de retalhos.

Consigo ver o título: “A oficina da estiagem”. Realmente, as palavras não me são de todo estranhas, mas não consigo entender o porquê dessa junção.

Na paisagem da animação, as palavras do texto começam a aparecer talhadas em uma grande rocha; mas ela está de lado, e é difícil enxergar. Conforme a viro na minha direção, consigo ler — mas já não me lembro mais de nenhuma das palavras.

Foi aí que o pesadelo “de dentro” acabou.

Foi massacrante — mais uma vez. Acordei, mas não por completo, e meu coração batia de uma maneira tão retumbante que eu literalmente consegui escutar minha pulsação, vibrando, no meu ouvido externo.

Nos poucos segundos que me separavam do son(h)o e da vigília, percebi que tive uma ideia “luminosa” (prum contexto surreal de pesadelo ela me pareceu boa mesmo): “um corte limpo, vertical, no braço esquerdo”.

Isso ocorre nos 47 do segundo tempo. Perco litros, mas me encontram e me levam correndo pro hospital. Eu sobrevivo.

Eu acordo de fato, desnorteada, e ainda escutando meu coração.

Antes disso eu já estava rolando de um lado pro outro; isso continuou depois, por mais que eu estivesse morrendo de sono.

Era 2:36am, se não me engano.

Ficou uma frase na minha cabeça, por algum motivo. Como se tudo não passasse mesmo de um jogo, eu ainda disse (para… ele? Pra tela? Pra mim?!), antes do fim do pesadelo: “Your move”.

24/02, 15:00: Não faz nem duas horas que eu o vi. Passando por onde já passamos juntos, de mãos dadas, em outra vida ou outro sonho. Mesmo antes de chegar perto, com meu carro “feio e estranho”, eu sabia que era ele. E mesmo até que ele esteja com o cabelo bem maior, o jeito de andar e o de segurar o cigarro continuam os mesmos. Acho que não há porquê negar que meu coração acelerou brevemente, e que eu queria ter visto mais antes de dobrar pra direita. Felizmente, mais uma vez, ele não me viu.

Alive

 

December 28th, 2016; around 7pm

 

Why didn’t I post this last year?!

Maybe I was not ready. Or I didn’t feel enough…

As a matter of fact I still don’t.

But it’s been THREE years now… Who knew?!

A LOT separates me from December 28th of 2015. Even more of 2013…

But, yeah, well… I’m alive.

 

 

December 28th, 2015; around 10:30pm

 

Wordpress

 

It’s been two years… Congratulations to me?

 

 

“I was born in a thunderstorm
I grew up overnight
I played alone
I’m playing on my own
I survived

Hey
I wanted everything I never had
Like the love that comes with light
I wore envy and I hated that
But I survived

I had a one-way ticket to a place where all the demons go
Where the wind don’t change
And nothing in the ground can ever grow
No hope, just lies
And you’re taught to cry in your pillow
But I’ll survive

I’m still breathing [4x]
I’m alive [4x]

I found solace in the strangest place
Way in the back of my mind
I saw my life in a stranger’s face
And it was mine

(…)
I had made every single mistake
That you could ever possibly make
I took and I took and I took what you gave
But you never noticed that I was in pain
I knew what I wanted; I went in and got it
Did all the things that you said that I wouldn’t
I told you that I would never be forgotten
And all in spite of you

And I’m still breathing
I’m still breathing
I’m still breathing
I’m still breathing
I’m alive (…)”

Fragmento 7 – Confusão

[Eu preciso escrever. Mas não sei nem bem por onde começar…]

As coisas não vão tão bem, e algumas estão muito fora do lugar.

Aliás, se for pra parar pra pensar local ou globalmente, está tudo errado, e isso também me afeta. E demais. Me sinto uma antena captando tudo isso, e ainda menor e inútil nos meus dramas.

Porém, feliz ou infelizmente, tenho também meus problemas pessoais pra resolver.

Ele finalmente está saindo de casa; nada que não esperássemos. Mas parece que está fazendo tudo que pode para complicar ainda mais nossas vidas.

Me irrita duplamente: primeiro por si só; mas também por ver que suas ações estão me transformando numa pessoa cada vez mais cínica e “esperta” — pra que ele não nos deixe “pra trás”.

Quer dizer: já está deixando.

Mas não vou admitir que nos deixe por baixo — principalmente à ela.

Na verdade, esse tem sido o ano pra endurecer. E, tristemente, pra perder também um pouco da ternura, talvez. E eu não queria isso… juro que não. Tenho feito o que posso pra nadar contra a corrente, mas há horas em que meus braços não aguentam mais, e eu só quero boiar.

Os golpes vão me atingindo, e eu sinto cada-um-deles. Mas alguns deles já nem doem mais.

Eu entendo e aceito melhor agora: eu “perdi” vocês dois, que nunca foram meus. Acho que, em alguns momentos, vocês me farão falta (mais um do que o outro, penso eu). Mas eu quero mesmo é ficar distante — porque, sim: vocês ainda conseguem me machucar. E sequer entendo por que. Ou melhor: entendo sim. Mas acho que ainda me recuso a acreditar que vocês se recusam a aceitar que, muitas vezes, fazem isso deliberadamente.

Finalizei o terceiro semestre do curso. Faltam 5 agora. Fiz oito disciplinas, e achei que seria engolida. Mas acabei, eu, engolindo tudo (por bem ou por mal): quatro 10, e a nota mais baixa foi 9. Grandes…

Tive muitas experiências boas na universidade, e outras nem tanto. Aprendi e descobri novas possibilidades, e passei por apertos. Alguns eu quero esquecer; e, ainda que sejam péssimos, outros prefiro que fiquem vivos na memória.

Mas a confusão e a incerteza estão tomando conta de mim novamente…

Eu quero dar aulas?! Eu não sei!… Não sei mesmo. Não foram poucas as vezes que, nos últimos dois meses, pelo menos, fui acometida por esses pensamentos, de que eu estou no lugar errado, de novo fora do “meu caminho”.

E que “caminho” é esse?! Porque eu não faço a mínima ideia…

Porém, em geral, eu estou feliz e satisfeita com o que venho aprendendo.

E eu tenho planos. Eu acho. Não quero continuar estudando? Fazer mestrado, e daí doutorado?!

Sim, com certeza. Mas e depois?!

Eu não deveria parar de estudar agora. Caso contrário, nem terei turma para a qual voltar depois. E será que eu voltaria?

Mas preciso trabalhar mais. Precisamos de mais dinheiro. Ele está saindo de casa, e as coisas ficarão ainda mais difíceis.

Tá tudo fora do lugar. E eu não sei nem por onde começar…

Sinto que uma recaída se aproxima rapidamente, e eu realmente não queria isso…

2016 foi um ano muito errado. E os próximos não me parecem muito melhores.

Por que mesmo é que a gente deve seguir lutando?!

“(…) If I could start again

a million miles away

I would keep myself

I would find a way…”

Dear Future Me 6

 

 

Let’s see how much I will have learned until the next year….

 

* * *

Dear Future Me,

it was a great surprise to receive a letter today — as it always is, I guess.

It’s “interesting” to see how some things are still the same, after one year… after almost two years… after a lifetime.
I feel some of those things as if they had happened yesterday — and then saudade strikes like a bicth. But some painful memories hit me as well, and then I feel kinda happy they are already in the past.

I finally left that job and some leeches who used to drain me dry. Some times I think/ask myself if that was really the best move (with the crisis and everything)… Specially since I had to “pay” for that (yeah, in money ALSO), but it was totally worth it. Undoubtfully.
I haven’t been working since the end of May, but soon I’ll have to start looking for a new job. The end of the month is my deadline, actually.
But I’m fine with that; I had a little bit of time to clear my head.

Even though I got really close to getting in the university I thought I would, I didn’t. And it turned out to be for the best.
I got in another one — which I found out is way better.
Despite the fact I’m not the most sociable person, I can keep conversations with almost everybody (the ones that matter — to me haha — at least). But “making friends” demands a lot from me and my patience.
And my grades are pretty good so far haha! I wish they were this good in my first semester in biology. This motivates me a lot; perhaps now I’m finally on the right track.

I’m also getting involved in some projects (extra hours!!!), which are quite interesting. I’m really getting some stuff done, and this makes me feel more useful.

Yet, somehow I continue to feel misplaced. And lonely, definitely.

My sister has traveled almost three months ago, and by the time I receive this she will be already here.
Probably I won’t have the chance to visit her there, and this hurts me in so many different ways.
I don’t feel “jealous”, but I still don’t know why I never got this chance (or the support to go after it).

Life at home crushes me more and more each day; I gotta find a way to get out of here. For my own sanity’s sake.

I’m still “single”. I wish I could move on at last; maybe then I could really meet someone, but it ain’t easy for me — and I can’t figure it out yet.
But I’m on the way, maybe. Therapy helps a lot with that — even though RIGHT NOW I feel quite stuck.

“This too shall pass”, I suppose.

The amount of things I had to write this time shows me how much has happened this year, but I still have a loooooong way to go.

I just hope I can keep finding energy and strength for that within myself, ‘cause I just feel like giving up from time to time.

But I’m more resilient than that — I guess.

“Keep on swimming”, dear.

Sem nome, mas com endereço

Uma semana atrás tive a oportunidade de presenciar uma das coisas mais lindas dessa minha encarnação — e eu não estou exagerando, nem mentindo (quem sabe sobre a parte de acreditar em encarnações).

Fui em um show e lavei a alma. Dancei, curti de até fechar os olhos e me perder nas melodias e nas letras, dei um presente pros meus olhos (as luzes, a cortina subindo no momento certo, a interação no palco…), gritei, cantei junto, ri, … e chorei também.

Exatamente nessa música, diga-se de passagem.

Fui sentindo aquele aperto típico, mas pensei que logo fosse passar.

Quem disse…

A música seguiu, e eu me deixei levar com ela. Deixei também que ela levasse de mim todas as lágrimas que quisesse, pois nem elas poderiam pagar o que valeu aquele momento.

Nunca dá exatamente certo, mas eu sigo tentando: