Silêncio

Eu me chamo Antônio - silêncio.jpg

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Fragment 2 – Crisis

 

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I wasn’t feeling okay last night. It was as if my skin didn’t fit me right.

And then an anxiety crisis knocked on my door this morning. Fortunately, despite opening it a little, I was able to keep it out.

But I had help.

And this meant and means the world to me.

Still: what can we grasp from the causes and consequences? Which facts or events caused this?

It is a sum of things actually — something which is not that hard to understand.

The hardest part is, as usual, knowing how to deal with it.

 

Daytripper

 

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Benedito — “‘Não senhora’, respondeu a Razão. ‘Estou cansada de lhe ceder sótãos, cansada e experimentada… o que você quer é passar mansamente do sótão à sala de jantar… daí à de visitas e ao resto.’

‘Está bem, mas deixe-me ficar um tempo mais… Estou na pista de um mistério…’

‘Que mistério?’

‘De dois’, emendou a Sandice. ‘O da vida e o da morte… Peço-lhe só uns dez minutos.’

A Razão pôs-se a rir.”

Miguel — Papai! Que bom que você veio! O vovô disse que você ia me contar uma história.

Brás — Disse, é?

Miguel — É, mas ele não disse sobre o que era.

Ele falou que só você sabia.

Brás — Bom, acho… Acho que é uma história sobre a morte.

Miguel — ” A morte”?

Brás — Na verdade é sobre a vida… mas a morte tem um papel importante.

Miguel — Eu não gosto da morte.

Brás — Ninguém gosta. Mas a verdade, goste ou não… é que todo mundo morre.

A vida é como um livro, filho. E todo livro tem um fim. Não importa o quanto você goste do livro… você vai chegar na última página… e ele vai terminar. Nenhum livro é completo sem o fim. E quando você chega lá… somente quando você lê as últimas palavras… é que você vê como o livro é bom. Ele parece mais real.

Agora vá se divertir. Preciso conversar com o vovô.

Eu não vou acordar, não é?

Benedito — Eu acho que não.

Brás — Por quê? O que aconteceu?

Benedito — Não importa. A verdadeira pergunta é…você quer continuar sonhando?

Brás — Eu tenho escolha?

Benedito — Você sempre tem escolha.

Brás — E agora?

Benedito — Bom, é só imaginar onde você quer estar… e ler a história até o fim.

Meu nome é Brás de Oliva Domingos, e eu sou um sonhador. Não sei dizer que idade tenho, mas apenas que sou jovem demais para questionar se no passado fiz as perguntas certas, e velho demais para esperar que o futuro traga todas as respostas. 

Nos meus sonhos, sou o escritor da minha própria história, embora nunca escreva sobre mim mesmo, sendo este obituário a primeira e única exceção. 

Os lugares para onde meus sonhos me levam, não importa se nunca estive lá ou se nunca estarei… me ajudam a entender de onde venho… e para onde eu quero ir. 

Então o que meus sonhos me mostram mesmo é o que a minha vida pode ser quando eu abrir meus olhos. 

Meus sonhos me dizem quem eu sou.

Meu nome é Brás de Oliva Domingos.

Essa é a história da minha vida.

Respire fundo, abra os olhos e feche o livro. 

 

Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá.

(Barueri: Panini Books, 2011, p. 218-226.)

 

… que eu poderia chamar também de “uma das coisas mais lindas que meus olhos tiveram a graça de ver esse ano”.

“Life is pain”

After a considerable period of silence, something clicked inside. And the “urge” to post something made me remember I had this as some sort of draft — which, most certainly, deserved to see, once more, the daylight (of internet).

I was kind of “saving it”, for a moment when it would perfectly translate my state of mind.

This moment has sort of “repeated” itself many times during the past few (not exactly “few”, but anyways…) months — the past few weeks definitely included. But I was so demotivated I avoided thinking about writing anything (which was something that actually brought me back to “life” last year). How rude of me. How “wrong of me”.

At this exact moment the physical pain is actually the worst part — yet, it hasn’t taken over me. I can still think quite clearly, and some perspectives actually look brighter, even though I’m tired.

Yes; I’m exhausted. But somehow I guess I can walk a little more. I can go a little further. As always.

I don’t know my limits yet — fortunately. Tomorrow I might finally break apart. Who knows?!

All I can do is keep walking, I suppose.

Life is pain, indeed.

However, may this serve today as an example of my resilience to it.

 

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