Amor vincit omnia

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River – It is in this unfamiliar realm, we find new possibilities.
It is in the unknown, we find hope.

Amanita – (…) We live in a world that distrusts feelings.
Over and over, we are reminded that feelings are not as important as reason.
That feelings are childish, irresponsible, dangerous.
We are taught to ignore them, control, or deny them.
We barely understand what they are, where they come from, or how they seem to understand us better than we understand ourselves.
But I know that feelings matter.

Sense8 (Netflix, 2018), Season 02, Episode 12

 

One year later, and here we are. Still. 

Yet, in perpetuous movement.

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As you are

“You raised the lights when it was frightening
You calmed the storm when it was rising
You found me there where I was hiding
All I have is here and now
If the ground beneath our feet has disappeared
I’ll be here beside you, always be right near you
Remember me, won’t you?
I know we’ve all got our problems
And it’s a blessing that we made it here so far
If you lay here in these arms tonight I promise
I promise to take you, take you as you are…

Rag’n’Bone Man 

Bem-vinda

 

Ainda me recuso a acreditar que o melhor caminho de aprendizado é a dor. Isso permanece inegociável, e ainda estou disposta a gastar todas as minhas energias nessa defesa.

Mais do que em me levantar após cada “juntada”.

… o que não quer dizer que não será exatamente isso que eu farei, enquanto ainda me houver força.

… e o que também não quer dizer que eu não aprenda demais em cada processo tão doloroso.

Que ano zoado!…

Foi soco e pontapé de tudo quanto é lado, e uma surra tão intensa que me fez sentir o gosto do sangue na boca, perder o ar, os sentidos, o chão embaixo dos meus pés, e a vontade de lutar contra o que me nocauteava. Eu só quis que a dor me levasse embora, o mais rápido possível — se possível fosse. 

Mas ela não levou.

Meu corpo e minha alma foram violadas. Violadas. 

Mas eu ainda estou aqui.

E hoje eu posso dizer, com alto grau de certeza e contentamento: eu estou cada vez melhor. E talvez eu fique realmente bem. Talvez não agora, e muito menos sempre, mas eu ficarei.

Não o “bem” de engolir com café e cigarros, refeições e viagens caras, afagando pets, ou  fotografando tudo isso para ostentar nas redes sociais.

Não. Bem de fato. De dentro pra fora. Até porque o fora já está cada vez mais de acordo com o lado de dentro.

E porque isso já começou tão logo aquelas partes de mim morreram, alguns meses atrás. Porque foi isso mesmo: uma morte. Que me faz perguntar de tempos em tempos se aquilo era mesmo a minha vida.

O luto já acabou — e bem rápido — posso dizer –, tão forte foi o baque.

E agora a vida continua. Ou recomeçou. Ou está começando de fato. 

Sonho 9 — A viagem para a praia

Madrugada de 04 para 05/09/17:

 

Estamos deitados, de frente um para o outro. Nos olhamos e fazemos carinho no rosto um do outro — sem o “””clima de guerra””” que eu poderia esperar.

Ele fala algo sobre ficarmos juntos… talvez? Não consigo lembrar.

Eu levanto na cama, e olho pela janela, que estava logo acima. Lá fora vejo o mar bastante verde, e muitas palmeiras. O dia é intensamente ensolarado, e no céu azul não há nenhuma nuvem. Imagino que o vento que movia as folhas das árvores devia estar aliviando um pouco o calor.

Fico irritada, e lhe digo que ele poderia ter tido tudo aquilo — COMIGO. Que aquele era literalmente o (ou melhor, praticamente o único) plano.

Ele fica contrariado…

 

 

[Fico “satisfeita”; pelo menos dessa vez o meu consciente e o meu sub/inconsciente (?) parecem estar em sintonia

 

“(…) She’s still here fighting… better know there’s life in her yet (…)” ]