Mariano Torres, esquina com a Amintas de Barros; do celular ela começa.

 

“Sail away with me honey

I put my heart in your hands

Sail away with me honey now, now, now

Sail away with me

What will be, will be

I wanna hold you now, now, now…”

 

Engana-se quem acredita que não existe viagem no tempo.

(Back to 2013… and back to 2016. “Breathe in, breathe out, let it go; your heart doesn’t even race anymore”. I’m okay now.)

 

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Orquídeas

 

19 de janeiro de 2016, terça-feira, aproximadamente 07:39am

Vocês não tem viço. Sinto muito, mas não mesmo.

Se fossem uma pessoa, seriam provavelmente daquelas que teriam que desenvolver outras habilidades, para “sobreviver socialmente”. Seriam o engraçadão, a inteligente, a Miss Simpatia, ou o amigo de todas as horas.

Ainda assim, pelo menos três meses depois, cá está o vaso, ainda florido, como se fosse um sobrevivente do cotidiano dando seu testemunho.

Vocês, que deveriam ter sido um presente mas foram preteridas, justamente por causa dessa “falta de vida”. Mas falta como, se ainda estão cá quase todas, e as que ainda estão parecem praticamente intactas?

Ainda agora lhes toquei de novo, pra me certificar de que são mesmo de verdade.

“De verdade”.

De verdade vocês obviamente são, ainda que fossem de plástico ou de qualquer outro material.

Mas não; é de matéria orgânica que vocês são feitas. E se hoje mesmo eu lhes “dissecasse” para observar suas estruturas em um microscópio, eu veria as paredes de suas células aqui e ali (será que eu me lembraria dos cortes exatos a se fazer? Já se passaram mais de dois anos).

Dizer que vocês são prova viva do que a resistência é talvez seja um exagero; mas mentira (ou inverdade, se preferirem), não.

Quando penso em vocês, me lembro de, no mínimo, duas pessoas — uma delas muito próxima (e a outra não tão próxima, mas muito importante também).

E penso ainda nas variedades e cores e tamanhos e formas que orquídeas podem ter, e… acabo ficando com dó de vocês. Sinceramente. No entanto (como eu já disse antes), vocês continuam aqui, e é com vocês que eu me depararei amanhã e depois.

Não sei por qual ou quais motivos acabei divagando tanto; queria escrever sobre vocês há algum tempo, e me sinto mal pelo fato de que o texto resultante acabou sendo tão pobre e vago.

Perdoem a minha falta de foco; a minha cabeça anda a mil. Mas mesmo assim vocês foram relevantes o bastante para me fazer sentar e escrever — se é que a intenção vale alguma coisa.

 

Foto2664[1]

January 9th, 7:04am

I woke up to it. Today I’m nothing but the physical, psychological and emotional pain I carry on the inside.

This means that if I kill one, the other will have an end too (and this doesn’t sound that bad today).

It had been a long time since I felt this shitty — almost two years to be precise.

“Can’t pull myself out of the bed 

It’s twelve o’clock inside my head

The people outside feel so far away

I have a headache in my chest

From all the chaos that you left

Caffeine and aspirin take me away…

(…) Wish I could stay inside and lock the door”

[All downhill from here — Amy Kuney]

Gimme back my bullets

 

Lately I’ve been trying real hard to focus on the good side of things, and on how much I have grown and learned with my past and present experiences. However, on some days, this exercise seems to be too hard and lonely.

For the past 24 hours — especially after going through some draft e-mails which were never sent, and revisiting all sorts of old memories — I’ve been thinking of all I’ve lost…

… and one of those things was the chance of being tread on.

Things aren’t great, all and all. But life and some people never cease to amaze me from time to time.

* * *

“Life is so strange when its changin’, yes indeed
Well I’ve seen the hard times and the pressure’s been on me
But I keep on workin’ like the workin’ man do
And I’ve got my act together, gonna walk all over you

Gimme back my bullets
Put ‘em back where they belong
Ain’t foolin’ around ‘cause I done had my fun
Ain’t gonna see no more damage done
Gimme back my bullets

(..)
But I’m leavin’ this game one step ahead of you
And you will not hear me cry ‘cause I do not sing the blues

Gimme back, gimme back my bullets
Oh, put ‘em back…where they belong…”