Dear mr. Sagan

 

“Extinction is the rule; survival is the exception”.

You couldn’t have been more accurate, mr. Sagan. That’s precisely why you’re the man.

So far I’m here. Does that make me a “fighter”? Does that mean I’m strong?

‘Cause I feel weak, mr. Sagan. I feel worthless, useless and small. I don’t feel worthy of the air I breathe nor of the food I eat nor of the water I drink. Not even of the little attention and affection I get.

You have poetically, yet scientifically, more than once, showed us how vast is the universe. Still, I feel lost and misplaced, like I don’t belong.

You have told us we are tiny, and nothing but stardust–an incredible and significant combination of stardust, though. Yet, I feel like an obstacle, such a big heavy stone, on my own way and on the way of others.

I would like to have a word with you, mr. Sagan. Something tells me you would understand.

I promise I would try to be brief, and I would carefully choose my words, so I wouldn’t waste your time. Because I, more than frequently, feel as if I’m wasting my own.

I don’t know why I have survived. This remains as a big mystery to me. But I guess it makes sense, though, haha, since I’m always breaking the rules. However, I’d like to follow them, at least this time.

I’m tired of “surviving”–especially if I can’t actually live. So why holding on?

I think it’s time to let go.

Iron sky

 

“To those who can hear me, I say, do not despair.
The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress.
The hate of men will pass, and dictators die, and the power they took from the people will return to the people.
And so long as men die, liberty will never perish.
Don’t give yourselves to these unnatural men – machine men with machine minds and machine hearts!
You are not machines, you are not cattle, you are men!
You, the people, have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure
Let us use that power!
Let us all unite!”

 

Oh!, the chills…

Sonhos 1 e 2

 

Sonho 1

Eu estava no carro com meu pai. Era um carro que eu não me lembro de ter visto antes ao vivo, conversível, bem pequeno. Dois lugares, talvez. Dirigíamos pelo centro da cidade, mas mesmo o centro estava diferente. Íamos pegar ou encontrar alguém depois, então decidimos fazer hora em um bar, comer alguma coisa. Passamos pelo prédio dele – prédio dele só no sonho, porque na vida real não tem nada a ver; não sei que lugar é aquele. Ele estava na frente do local e nos viu enquanto meu pai estacionava o carro. Veio até nós enquanto descíamos do carro. Perguntou o que fazíamos ali e eu, irritada, respondi “não posso mais passar por aqui?!”, enquanto ele apertava a mão do meu pai. Ele recuou, e eu me senti um pouco mal pela rispidez (mas também, que tipo de pergunta estúpida era aquela?!). Então expliquei o que íamos fazer e saímos andando. Quando demos as costas escutei a voz dela, me xingando. Era um xingamento bem cabeludo mesmo, haha. Me virei rapidamente, com um dedo apontado para ela, e ele se colocou na frente dela, enquanto meu pai me segurou. Eu não ia atingi-la; não fisicamente. Ia somente falar tudo o que eu queria, e que me engasga até hoje, mas acordei naquele momento. Com um nó na garganta e um peso no peito. Não consegui segurar: logo comecei a chorar. E assim fiquei, por aproximadamente duas horas. O resto está aqui:

https://nowstaystill.wordpress.com/2014/02/18/amanha/

 

Sonho 2

Estava já no viaduto do Capanema, indo pra casa, de bicicleta. Que loucura! Primeiro porque não ando de bicicleta desde criança. E segundo porque a rota escolhida era meio absurda. Mas estava adorando a sensação do vento, e principalmente a rapidez em chegar em casa, mesmo naquele fim de tarde. No próximo recorte eu estava no viaduto que passa por cima da antiga 116, sentido São José dos Pinhais, com uma pessoa. Não lembro quem era ela, mas era uma amizade recém formada. Falávamos dela; ambas a conhecíamos e em algum momento achamos que ela era nossa amiga (amiga, de verdade). Era perceptível no sonho a tristeza e o amargor das duas ao conversarmos sobre como constatamos que isso não se confirmava realmente (em alguns momentos, na vida acordada e real, eu senti que ela dava mais valor e crédito á mim do que eu á ela. Quando ele me demonstrou isso, me senti mal, e tentei mudar. Tentei lhe dar mais importância, e agir assim. Mas logo me toquei que eu estava errada – e ele também, ou que estava, pra variar, exagerando). Percebemos que estávamos sendo seguidas. Por ela. Fingimos que não a vimos, e, de alguma forma, logo após o viaduto, ela conseguiu nos conduzir a um prédio abandonado. Muito rapidamente percebi que aquilo era uma armadilha, e lá havia várias outras garotas, prontas pra nos atacar. Me preparei para lutar.

 

Casaco marrom

 

20:04, Sex 11/07/2014

Me arrumando pra sair, na volta da academia, sem saber o que vestir. Quase escolhi o casaco.

E depois de um dia pra lá e pra cá eu o pego novamente, na tentativa de dar alguma ordem pra bagunça do meu quarto. Nele eu percebo um perfume diferente, que se mistura com o meu (comprado naquele dia, né? Ia fazer uma graça, e perguntar se tinha sido por causa de mim, mas fiquei sem jeito; não queria pegar pesado na brincadeira. Sabe como é, não queria te assustar… muito, haha).

E então as partezinhas daquela noite vão voltando à minha cabeça, e desfilam frente aos meus olhos (ou refletem no azul dos seus – agora eu sei! Foi mal… haha). Cada zoação, risada, toque e beijo. E colo. E abraço. E já estou com saudades disso tudo!… Ou desse tipo de coisa/programa/situação. Não sei…

Acho que já percebi que somos dois toscos enrolados; quer dizer, quanto a mim eu já tinha certeza. Mas de você eu só suspeitava.

Assim como a maneira que eu presumia que você era, de certa forma; me enganei: acho que você é mais.*

E agora eu estou aqui, deitada, escrevendo e pensando. Não quero correr, e muito menos atropelar as coisas.

Mas o que é que se faz quando a vontade maior é de te ver de novo? Hoje mal posso acreditar que se passaram uns 20 dias desde que a gente se conheceu.

Eu tô parecendo uma boba, apaixonada. Isso é desconfortável… Não porque é ruim; é vulnerável – não, eu não sou medrosa, mas isso é extremamente fora dos meus limites de “segurança”. E não acho realmente que seja paixão também. Não quando (principalmente) um se afasta do outro assim.

Talvez eu pegue o casaco de novo. Talvez não; dado o meu histórico, isso tem potencial pra se tornar rapidamente doloroso.

Sei lá… só sei que no momento eu dava meu reino – de bom grado – pra ter alguém aqui comigo agora. E eu gostaria muito que fosse você.

 

 

 

 

 

* Mas, a partir de agora, o que de fato é ou não, pelo jeito, vai ficar só na minha imaginação.

“Was I invading in on your secrets? Was I too close for comfort? You’re pushing me out, when I wanted in. What was I just about to discover? When I got too close for comfort driving you home… Guess I’ll never know.”

Colcha de retalhos

 

– O que você está fazendo?

– Uma colcha de retalhos…

Me percebi com uma pá de tecidos e mais tecidos retalhados e já sem uso. Só tomando o espaço da minha casa, e entulhando o meu caminho.

Decidi que, talvez, ao fazer essa colcha, eu poderia dar uma serventia pros tais retalhos, e descobrir também o sentido de ter guardado e acumulado isso tudo.

– … mas não quero estendê-la sobre a minha cama, e muito menos me cobrir com ela.

– O que você vai fazer com ela, então?!

– Passar pra frente, eu acho. Um presente dado de bom grado não há de fazer mal. E suspeito que há quem tenha noites mais frias do que as minhas.