With Capital L

I’m a creep

I’m a weirdo

What the hell am I doing here?

I don’t belong here…

 

Sometimes I feel like I’m such a waste–of healthy cells, organs, space, oxygen, energy, money, attention…

So it gets harder and harder (the more I fail) to feel as if I actually deserve anything good in my life.

… then I feel like I’m such a dramaqueen. So I ask myself “is it a matter of ‘deserving’? Isn’t it, maybe, just luck or something else?”.

It’s not that I don’t cherish those good moments, ‘cause I really, really do! But, as soon as something goes wrong, my brain tells me “of course it’s a flop/it’s over! How could you think otherwise, loser?!”.

And that is precisely how I feel in so many moments: like a loser. With capital L.

I feel so lonely, crazy and lost; the more I feel it, the less I feel like involving other people into it.

… so the loneliness proceeds on feeding on itself.

I really wish someone could see through all this and give me a hand. But I know people can’t, since the armor is too thick. At the same time, I don’t see why or how taking it off.

Perhaps I should ask for help… I was learning how to do it, how to let my guard down… Big mistake… BIG MISTAKE.

I fell to my knees, once again. But now I’m too tired and torn apart. And I’m not sure I wanna risk being there ever again.

It had been a while, but, today, I hallucinated again. It’s so scary, sad and solitary in this place where I seem to fall.

If I can’t even trust myself, how can I trust anyone else?!

 

Maybe I just shouldn’t.

Menina

“Menina, qual seu telefone?
Eu não sei nem mesmo o seu nome
E não faço ideia do que vou dizer…

Me sinto assim num mar deserto
Onde ninguém nem mesmo chega perto.
E eu vou gritar e ninguém vai nem me ouvir!

Chega pra cá, não diga não,
Venha que tudo tem solução

(…) Eu quero me jogar, eu quero me estrepar,
Não quero mais sofrer de amor…”

Dear Future Me

Life is definitely as “funny” as it could be. I have written this one year ago, and received it on the 19th. Things have changed a lot from that moment on… and, even though I was probably more “in peace”, now I guess (despite the and contradicting the constant confusion) I can see some things clearer.

Turns out one can also grow in pain (whatever that means to you).

Dear FutureMe,

things have been crazy. Not only in my life, but in Brazil, Turkey, and all around the world.

So, right now I’m writing my monography, which hopefully I’ll finish and present in the beginning of August. I’m taking Spanish classes, which are going great, and I finally managed the time to go back to the gym.

Work’s ok, I guess. I like what I do, and people like my work as well. But I want more. I NEED more. And it frustrates me, a lot.
I feel like I should be doing sooo much more. I need to go to places, to meet new people, and to see if I can find a better purpose, ‘cause I feel quite empty now (though things are much better this year).

I recently got to the conclusion that I would like to have a child, very soon, not necessarily biological. I don’t wanna get married, but I would like to find a person now.

I’m currently “obsessing” over this guy, but I must forget him, ‘cause thinking about it will do me no good. And there are a couple of other ones that I would also like to get, but I don’t think that’s such a nice idea. Let’s see how that will work out…

People finally woke up in Brazil, and they are taking over the streets, to protest against all the crap that has been going over here. I feel like I should take a more active part on this, but, at the same time, I need to keep working, writing, and worrying about my responsibilities. This way, maybe, I can make a better future for myself and the ones around me. Is this being selfish?!

Anyways… I’m not “sad”. I think. But I need more.

Hopefully I’ll have done more by the time I read this (though, sometimes, I don’t even think I’ll have the chance to read it… =/).

Take care, honey! Stay strong.

On my mind

I had some thoughts
and tequila shots,
but you were still on my mind.

I tried to sleep
and wished it deep,
but you were still on my mind.

I looked straight to the sun

and tried to run
or have some fun,
but you were still on my mind.

How about a plane
and no more pain?
But you’ll still be on my mind.

I’ll look for what can be found
and if I need I’ll look around,
but you’ll still be on my mind.

I think I understood at last,

this is probably for the best:
you’ll always be on my mind.

Testemunho 2

“KGB? Que loucura, cara!…”. Foi o que ele disse, passando pelos distintos cavalheiros (cof cof) que tomam café na Boca Maldita. Ou algo muito parecido. Ou eu é que entendi muito mal – o que não é nem um pouco impossível.

“KGB?…” disse a voz, alta, mas muito agradável, por trás de muita sujeira, trapos e uma cabeleira desgrenhada.

Maldito atraso dos ônibus! Eu queria ter escutado muito mais… Por outro lado, não fosse o atraso, nós não teríamos passado por lá na mesma hora.

Pode ter sido eu daqui alguns anos; um esboço prematuro do meu futuro. Mas estarei eu resmungando sobre o quê? Qual é a parte cabeluda da história ou a teoria da conspiração que mais tem a minha cara?

Muitas vezes acho que nem é loucura ou desvario; é só o que a vida vai fazendo da gente. Ou o que permitimos que ela faça conosco.

Hoje a vi novamente, na Santos Andrade. Eu sei que era ela, porque a minha memória não se perde. E porque ela me marcou (será que também vou virar uma “deslocada” habitué de algum canto? – Bom, pensando bem, já sou).

Mas hoje não chorava. Só andava, a passinhos curtos e lentos, do lado da escadaria pra lateral do prédio histórico. “Também quero sair daqui”, quase disse a ela em voz alta. “E bem rápido”. Ela sim me entenderia.

Mas hoje meus pés, muito machucados pela semana e pelos coturninhos, não me permitiram lá muita agilidade. Cada passo de volta foi dolorido, e cada passo (neste mesmo caminho) me levou de volta para um dia mais dolorido ainda.

Ainda não me sinto confortável ao andar por essas bandas. E nem sei dizer ao certo se um dia voltarei a me sentir assim – dentro, é claro, das possibilidades do que é “sentir-se confortável” pra mim.

“Estou ouvindo pela sua voz… Doente de novo!…”. A repreensão não soou rude ou ofensiva, mas só pude balbuciar um “é…” por entre os dentes de um sorriso amarelo.

Não é uma gripe ou virose que realmente me afligem; nestas duas últimas semanas voltei a passar por aquilo que, por falta de nome melhor ou mais acurado, venho chamando de “alucinação”.

Eu sei que não está lá, durante e depois, e eu digo a mim mesma que não está lá. Mas por que é que não me escuto, e não consigo controlar isso?!

Já não vejo mais como escapar… por mais que seja forte a vontade de tocar o “foda-se” e só deixar rolar, acho que chegou a hora de buscar pelo menos mais uma opinião (“você acha que precisa mesmo de remédios?”. Não!; eu acho que preciso de respostas). Mas já sei que ela não virá sem cobrar de mim seu devido preço.

Resta saber se eu poderei pagar.

Disposta a isso, pelo menos por enquanto, eu estou. Por enquanto.

“KGB? Que loucura, cara!…”. Que loucura.

Testemunho

Eu a vi em uma sexta, quando alcancei a XV. Faltava mais ou menos 5 minutos pra minha consulta e quem sabe era só uma cena, pra chamar atenção (até mesmo a de incautos, pois algumas outras pessoas “suspeitas” também miravam-na muito fixamente) – eu disse a mim mesma.

Eu realmente quis fazer algo… até parei. Mas as minhas estúpidas amarras me impediram.

Alguns me dizem/diriam “mas o que você poderia ter feito?!”, ou “você só estava tentando se proteger”.

Tinha aparência humilde, de recursos limitados. Parecia sozinha, perdida; mais até do que eu. Mas o fato gritante é que ela chorava, copiosamente. E eu nada fiz. E isso me fez mal também.

Eu me fiz mal. Também.

Já se passaram no mínimo dois meses, e eu me lembro disso ao menos uma vez por semana.

Eu vi claro sofrimento (seja lá por qual motivo fosse) em outro ser, humano como eu (como eu?!), e eu, estátua insensível, não fiz nada para ajudar.

Mas eu não sou feita de pedra…

Que tipo de ser sou eu, então? Uma mera testemunha? Uma telespectadora
covarde? Audiência da agonia alheia?

Eu estou junto à escória. A escória passiva. Eu presenciei a dor e a angústia já incontroláveis de outro ser similar a mim (mas, de alguma forma, muito melhor) e por elas simplesmente passei.