Fooling myself

 

“And I hope that time

doesn’t pass us by…”

 

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Bem-vinda

 

Ainda me recuso a acreditar que o melhor caminho de aprendizado é a dor. Isso permanece inegociável, e ainda estou disposta a gastar todas as minhas energias nessa defesa.

Mais do que em me levantar após cada “juntada”.

… o que não quer dizer que não será exatamente isso que eu farei, enquanto ainda me houver força.

… e o que também não quer dizer que eu não aprenda demais em cada processo tão doloroso.

Que ano zoado!…

Foi soco e pontapé de tudo quanto é lado, e uma surra tão intensa que me fez sentir o gosto do sangue na boca, perder o ar, os sentidos, o chão embaixo dos meus pés, e a vontade de lutar contra o que me nocauteava. Eu só quis que a dor me levasse embora, o mais rápido possível — se possível fosse. 

Mas ela não levou.

Meu corpo e minha alma foram violadas. Violadas. 

Mas eu ainda estou aqui.

E hoje eu posso dizer, com alto grau de certeza e contentamento: eu estou cada vez melhor. E talvez eu fique realmente bem. Talvez não agora, e muito menos sempre, mas eu ficarei.

Não o “bem” de engolir com café e cigarros, refeições e viagens caras, afagando pets, ou  fotografando tudo isso para ostentar nas redes sociais.

Não. Bem de fato. De dentro pra fora. Até porque o fora já está cada vez mais de acordo com o lado de dentro.

E porque isso já começou tão logo aquelas partes de mim morreram, alguns meses atrás. Porque foi isso mesmo: uma morte. Que me faz perguntar de tempos em tempos se aquilo era mesmo a minha vida.

O luto já acabou — e bem rápido — posso dizer –, tão forte foi o baque.

E agora a vida continua. Ou recomeçou. Ou está começando de fato. 

Sonho 9 — A viagem para a praia

Madrugada de 04 para 05/09/17:

 

Estamos deitados, de frente um para o outro. Nos olhamos e fazemos carinho no rosto um do outro — sem o “””clima de guerra””” que eu poderia esperar.

Ele fala algo sobre ficarmos juntos… talvez? Não consigo lembrar.

Eu levanto na cama, e olho pela janela, que estava logo acima. Lá fora vejo o mar bastante verde, e muitas palmeiras. O dia é intensamente ensolarado, e no céu azul não há nenhuma nuvem. Imagino que o vento que movia as folhas das árvores devia estar aliviando um pouco o calor.

Fico irritada, e lhe digo que ele poderia ter tido tudo aquilo — COMIGO. Que aquele era literalmente o (ou melhor, praticamente o único) plano.

Ele fica contrariado…

 

 

[Fico “satisfeita”; pelo menos dessa vez o meu consciente e o meu sub/inconsciente (?) parecem estar em sintonia

 

“(…) She’s still here fighting… better know there’s life in her yet (…)” ]

You want a war?

 

Do you want a war EP11S02.png

Amanita — Here’s the thing…: we all wake up and we have to tick the same Terms and Conditions box.

Everyday stuff will happen to you. Some of it will be good. Some of it will be bad.

Choice is less about what happens than it is about how we deal with it.

[she gets out of bed]

I’ve been thinking a lot about all the things that have happened to us over this past year. I won’t lie: sometimes it’s terrifying. And sometimes it’s incredibly exciting.

It’s been maddening… enlightening… confusing… and always unpredictable.

However, I don’t think there’s been a single day when I didn’t hear that same voice in my head telling me: ‘Whatever you do… do not let her go’.

[she gets a small box from a cupboard; she goes up the bed, opens it, and inside there’s an engagement ring]

Nomi Marks… Will you marry me?

[Nomi gasps]

Nomi — Oh, my God… Oh, my God, I don’t believe this.

Amanita — What?!

[Nomi gets a box under the bed, and takes from it a smaller box; she opens it, and there’s also an engagement ring in it]

Nomi — Amanita Caplan, will you marry me?

[they laugh]

Amanita — Abso-fucking-lutely!… You?!

Nomi — Every day of my life.

 

Sense8 (Netflix, 2017), Season 02, Episode 11.

Minha revolução/ Mi revolución

 

“Hoje, a luta que enfrento é me aceitar
Hoje, o veneno encontrou seu remédio
Hoje, eu peço perdão se eu machuquei meu coração
Hoje, não quero o que me faz mal
O escuro do jogo

(…)”

“(…) Esa es mi revolución
Llenar de amor mi sangre
y si reviento
Que se esparza en el viento
El amor que llevo adentro

(…)”

 

Que eu lute essa luta — e ganhe sempre.

 

The score of the end

 

“(…) Now I have come to understand the way it is… (…)”

Wrong…

“(…) and now that I’m a little older…. this is what I meant to say… Babe, I… already miss you…”

Wrong….?

“(…) Hang in there baby, sooner or later… I know I’ll get it right (…)”

Wrong!

“(…) Não é mais dia 36
Tudo começa outra vez
Esquece e não pensa mais…”

Or so I hope.

“(…) I have a headache in my chest, from all the chaos that you left… (…)”

Right…

“(…) Take my tears and that’s not nearly all!… Tainted love… (…)”

Right!…

“(…) ‘Cause we both know I’ll never be your lover
I only bring the heat
Company under cover…
Filling space in your sheets (…)”

Painfully right, from the first time I’ve heard.

“(…) I’m so sorry for that ghost I made you be
Only one of us was real
And that was me
(…)
And I wish there was a treaty we could sign
I do not care who takes this bloody hill
I’m angry and I’m tired all the time
I wish there was a treaty, I wish there was a treaty
Between your love and mine”

Wrong!… and right.

“(…) Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way…”

That’s unfortunately right.

But/And so I will.